Para os pais da igreja, conhecer a Deus implicava em amá-lo. A teologia e a oração não eram tarefas distintas. “orar é fazer teologia”. A teologia emergia da oração. O iluminismo gerou um novo tipo de teólogo: aquele que nunca orou. É neste contexto que o cristianismo enfrenta seu grande desafio. No final do século vinte tem-se um grande desafio teológico, de um lado, de preservar fundamentos, estabelecer alicerces, construir as bases. De outro, o desafio espiritual, de considerar as demandas e anseios do espírito, o lugar e significado da oração e do relacionamento pessoal com Deus.
Precisamos de uma teologia que nos desperte para um relacionamento pessoal e verdadeiro com Deus. Noutras palavras, uma teologia que nos aponte o caminho da oração, que seja mais pessoal e afetiva, e não apenas acadêmica. É lamentável constatar que muitos estudantes que entram para um seminário motivados por um profundo amor por Deus e desejo de servi-lo, depois de quatro ou cinco anos de estudo, saem orando menos, afetivamente mais atrofiados e mais limitados relacionalmente. Uma teologia que não nos motive para a oração, certamente não cumpre com seu papel.
Pra. Mirma Figueiredo
Diretora
A Pastora Mirna Figuirerdo convida a todos.